Estudante dirigia a 90 km/h quando capotou e causou morte de namorada

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Estudante dirigia a 90 km/h quando capotou e causou morte de namorada

Fotos tiradas no local do acidente mostram veículo destruído (Foto: Reprodução do laudo pericial)

Causa determinante de acidente que matou Bárbara Moreira, em 2020, foi excesso de velocidade, aponta perícia

O estudante Ricardo França Junior, de 25 anos, dirigia a 90 km/h quando capotou o Pegeout 207 e causou a morte da namorada Bárbara Wsttany Amorim Moreira, de 21 anos, no dia 11 de julho do ano passado. A velocidade é mais que o dobro do permitido para transitar na Rua Onze de Outubro, no Bairro Cabreúva, em Campo Grande, onde aconteceu o acidente, apontou a perícia.

Os dados constam em laudo anexado à ação penal por homicídio que tramita contra Ricardo na 2ª Vara do Tribunal do Júri. O engenheiro civil e perito Francis Orlando Tomaz de Almeida registra no relatório que a rua onde aconteceu a capotagem “não apresentava placas de sinalização de regulamentação de velocidades”, mas informa que “através da geometria/dimensões da via, localização dentro do bairro (local residencial)”, a classifica como coletora, onde a velocidade máxima permitida é de 40 km/h, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro.

Cruzamento onde Ricardo desrespeitou sinal de Pare e seguiu a 90 km/h, segundo perícia (Foto: Reprodução do laudo pericial)

No mesmo documento, ele anotou que “através da análise do cenário do acidente”, com base nas marcas de frenagem e distância percorrida pelo veículo com arrastamento, além do fato do carro ter capotado após bater em muro e dos danos físicos e mecânicos sofridos pelo veículo, é possível afirmar que Pegeout 207 “estava em velocidade aproximada de 90 km/h”, “não permitida para aquele local de tráfego, região residencial”.

A causa determinante para o acidente, concluiu a perícia, foi o excesso de velocidade e o desrespeito à sinalização de parada obrigatória.

Em relatório, perito conclui que velocidade causou tragédia (Foto: Reprodução do laudo pericial)

A análise feita nas imagens da câmera de segurança que gravou acidente não conseguiu confirmar a conclusão do trabalho baseado nos levantamentos feitos no local.

Em laudo complementar, a perita criminal Beatriz Trindade Benites explica que “não é possível estimar, com técnicas e ferramentas atualmente disponíveis para este exame, a velocidade em que transitava o veículo visto nas imagens questionadas” porque a gravação tem “baixa taxa de amostragem espacial”.

Trâmite na Justiça – Superada a fase de produção de provas documentais e periciais na ação, o juiz Carlos Alberto Garcete, substituto na 2ª Vara no Tribunal do Júri, marcou as audiências para ouvir testemunhas de acusação e defesa e o interrogatório do acusado, para maio e agosto de 2022.

O processo ficará pelo menos um ano “parado”, portanto. Só depois de terminada a etapa chamada de instrução é que magistrado decide se Ricardo vai ou não a júri popular.

Bárbara foi arremessada para fora de carro que capotou por cima dela (Foto: Reprodução do laudo pericial)

O acidente - Ricardo conduzia o Peugeot 207, quando desrespeitou o "Pare" no cruzamento das Onze de Outubro e Santos Dumont, perdeu o controle da direção, bateu no muro de uma casa e capotou.

A namorada, Bárbara, foi arremessada para fora do veículo e morreu na hora, teve o crânio esmagado.

A violência foi tamanha que vários moradores se assustaram com o barulho do impacto, consta no relatório do inquérito policial. E, conforme o croqui elaborado pela Polícia de Trânsito na cena do acidente, o carro parou a cerca de 20 metros do local onde arrancou lixeira e bateu na parede.

Naquele dia, apurou a polícia, Ricardo esteve duas vezes em conveniência do Bairro Cabreúva e comprou 38 cervejas. Para os profissionais que prestaram socorro, ele admitiu que havia bebido.

Ricardo foi preso no dia do acidente, quando foi levado para a Santa Casa, sob efeito de morfina e escolta policial. Quando recebeu alta, foi transferido para o Ptran (Presídio de Trânsito) de Campo Grande, de onde saiu no 24 de julho. Ele teve a prisão preventiva substituída por medidas restritivas, como ter a obrigação de ficar em casa à noite e perder o direito de dirigir.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) ofereceu denúncia contra o rapaz por homicídio doloso, uma vez que ao beber e dirigir, desrespeitar a sinalização de trânsito e transitar em alta velocidade, assumiu o risco de matar. É o chamado dolo eventual.

Ricardo, à esquerda, foi preso no dia em que a namorada, Bárbara, direita, morreu no acidente; ele está livre desde o dia 24 (Foto: Reprodução das redes sociais)

Fonte: Campo grande news

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