Polícia Civil investiga se mãe presa por matar filha de 2 anos no DF dopou pai da criança antes do crime

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Polícia Civil investiga se mãe presa por matar filha de 2 anos no DF dopou pai da criança antes do crime

Laryssa Moraes e a filha, de 2 anos, durante passeio; em imagem de novembro de 2019 — Foto: Instagram/Reprodução

Laryssa e Giuvan passaram por exame toxicológico. Corpo de Júlia Felix de Moraes foi velado em Goiás nesta sexta-feira (14).


A Polícia Civil do Distrito Federal investiga se Laryssa Moraes, de 21 anos, premeditou o assassinato da filha, de dois anos, e se ela deu um suco com sonífero para o pai da criança horas antes do crime. A suspeita é que Giuvan Felix pode ter sido dopado para não escutar o choro da menina.

Júlia Feliz de Moraes foi morta a facadas na madrugada desta quinta-feira (13), na casa onde a família morava, em Vicente Pires (relembre abaixo). Segundo a Polícia Civil, Laryssa confessou o crime.

O corpo da menina foi velado nesta sexta (14), em Padre Bernardo (GO), onde moram os parentes maternos.

O delegado responsável pelo caso, Josué Ribeiro, afirmou ao G1 que Laryssa e Giuvan passaram por exames toxicológicos nesta quinta (13). O objetivo é saber se a mulher estava sob efeito de drogas e se Giuvan teria sido dopado pela jovem. O laudo deve ficar pronto "nos próximos dias", segundo o delegado.

Jantar antes do crime

Segundo Ribeiro, Laryssa preparou um jantar horas antes do crime, ainda à noite. "Ele [Giuvan] contou que ela fez uma macarronada e serviu um suco separado para ele."

A hipótese de que Giuvan foi dopado surgiu após ele relatar à polícia que não ouviu o choro da criança, ao contrário de vizinhos – que disseram ter escutado a voz da menina. A princípio, o fato chegou a levantar suspeitas de que o pai teria participado do assassinato, mas, após apuração, investigadores descartaram que ele foi cúmplice.

De acordo com o delegado, a perícia não encontrou vestígios de drogas ou álcool no apartamento onde ocorreu o crime.

O crime

Fachada da 12ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga — Foto: Carolina Cruz/G1

O tio da criança assassinada, Igor Felix Araújo da Costa, contou ao G1 que Laryssa estava morando com Giuvan há dois meses, mas os dois não mantinham um relacionamento afetivo. A reportagem apurou que ambos foram namorados em parte da adolescência, mas já estavam separados.

Antes de morar com Giuvan, Laryssa vivia em Padre Bernardo (GO), com a mãe e a filha. Segundo a Polícia Civil, ela foi expulsa de casa devido ao suposto envolvimento com o uso de drogas.

Ainda de acordo com a investigação, o apartamento onde a família morava tinha apenas um quarto. Giuvan dormia em um colchonete no chão, e Laryssa com a criança em uma cama.

A apuração preliminar aponta que a filha do casal teria sido morta na cozinha da casa. Peritos encontraram uma faca em cima da pia.

Julia Felix de Moraes, de 2 anos, foi morta no DF — Foto: Instagram/Reprodução

Ainda em depoimento na delegacia, Giuvan afirmou que foi atacado por Laryssa na manhã do crime, mas conseguiu desarmá-la. Em seguida, ele disse que ligou para a PM.

Durante a ligação, a mulher teria arrastado o corpo da filha para o quarto. A intenção seria mentir para os policiais, afirmando que a casa fora invadida.

Laryssa estava ao lado do corpo da filha quando os militares chegaram na casa. Ela disse à PM que "não sabia por que tinha feito aquilo". Segundo os policiais, a mulher confessou o crime enquanto conversava com a equipe do Samu.

Prisão

Laryssa foi detida em flagrante ainda nesta quinta-feira (13). Até a última atualização desta reportagem, a jovem continuava presa na carceragem da Polícia Civil. Uma audiência de custódia vai determinar se a prisão em flagrante será convertida em provisória (de até 60 dias) ou preventiva (por tempo indeterminado).

O caso segue em investigação pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro).

FONTE: G1

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