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Família busca resposta para causa da morte de mineira após desembarque na Itália

Luana Araújo de Miranda morreu logo depois que desembarcou em Milão, na Itália — Foto: Mariana Araújo de Miranda/Arquivo pessoal

Luana Araújo de Miranda, de 29 anos, realizava o sonho de vida que seria conhecer a Suíça. Companhia aérea disse que vai fazer o traslado do corpo para o Brasil.


A gerente de vendas Mariana Araújo de Miranda, de 36 anos, vive dias de angústia e apreensão para saber o motivo da morte da irmã, a vendedora de cosméticos Luana Araújo de Miranda, de 29, que morava no bairro Flávio Marques Lisboa, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.

Luana embarcou no voo da Latam LA8062 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no fim da noite desta sexta-feira (7) com destino a Milão, na Itália.

Naquela cidade, Luana encontraria com um amigo brasileiro que mora em Turim e os dois fariam um tour pela Itália e depois iriam para a Suíça, que Luana sonhava conhecer.

Ela planejou a viagem desde o meio do ano passado e escolheu o período das férias para realizá-la. Só que a programação de Luana começou a dar errado dentro do avião. Ela começou a se sentir mal, com falta de ar.

Na Itália

Ao aterrissar em Milão, Luana foi prontamente socorrida e levada de ambulância para um hospital, mas não resistiu e morreu.

De acordo com a irmã Mariana, Luana havia tomado um antialérgico e um outro remédio para enjoo.

Quando o amigo de Luana chegou ao aeroporto de Milão para encontrá-la, recebeu a informação de que ela havia sido levada para o hospital.

Ele pegou um táxi e foi atrás. No hospital, recebeu a notícia da morte da amiga.

“Sua irmã faleceu. Eu estou aguardando para ver o corpo”, disse o amigo que mora na Itália para Mariana, em Belo Horizonte.
A família ligou para o Itamaraty, mas não conseguiu nenhuma informação porque, de acordo com Mariana, essas questões não poderiam ser resolvidas na Itália durante o fim de semana.

Na segunda-feira (10), o Itamaraty informou que o corpo Luana aguardava por necropsia e que era preciso uma autorização da Justiça, por ser tratar de uma estrangeira. O exame está marcado para esta quinta-feira (13).

As duas semanas que Luana passaria na Europa viraram tormento para os parentes dela porque, segundo Mariana, a família aguarda para ter acesso ao diário de bordo da ambulância que socorreu Luana e ao prontuário médico do hospital.

Além disso, eles também não sabem quando vai sair o atestado de óbito. Contudo, a família acredita que Luana tenha morrido de embolia pulmonar.

“Meu pai está sofrendo, mas ele é um homem de muita fé”, disse Mariana quanto ao sofrimento dele pela morte da filha.
Mariana disse que a Latam se colocou à disposição da família e que vai fazer o traslado do corpo de Luana para o Brasil.

O que diz a Latam

Em nota, a Latam Airlines Brasil disse que se sensibiliza com o ocorrido e que está prestando a assistência necessária aos familiares da passageira.

O que diz o Itamaraty

Já o Consulado do Brasil em Milão informou que acompanha o caso e presta assistência consular à família da brasileira.

Diz a nota: "Em observância ao direito à privacidade dos envolvidos, bem como às disposições da Lei de Acesso à Informação e do decreto 7.724, o Itamaraty não pode fornecer informações adicionais sobre o assunto".

Ainda segundo o comunicado, quando um cidadão brasileiro morre no exterior e sua família opta por trazer seus restos mortais ao Brasil, as embaixadas e os consulados brasileiros procuram apoiar os familiares com orientações gerais, a expedição de documentos (atestado de óbito, por exemplo) e também no contato com autoridades locais (especialmente para tentar agilizar e facilitar os trâmites).

FONTE: G1

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