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Bebê com tumor que teve equipe médica de 50 pessoas no parto recebe alta médica após 41 dias

Criança foi levada para unidade intermediária do hospital nessa quinta-feira (9) — Foto: HRMS/Divulgação

Diretora do HR em MS diz que bebê agora será acompanhado pelo setor de pediatria porque tumor, embora seja benigno, pode reaparecer tanto a doença como sintomas.


O bebê com tumor na cabeça, que teve uma equipe médica de 50 pessoas no parto, em Campo Grande, recebeu alta médica após 41 dias internado no Hospital Regional (HR).

Segundo a diretora-presidente do hospital e uma das médicas que participou da cirurgia, Rosana Leite, o bebê agora será acompanhado pelo setor de pediatria. "Embora seja um tumor benigno tem a necessidade de seguimento por eventuais recidivas [reaparecimento da doença ou sintomas", afirmou ao G1.

"...A gente aproveitou a circulação do cordão umbilical, deixando o útero bem relaxado e envolvendo toda uma equipe técnica, fizemos a cesárea. Havia realmente pressão na traqueia, entubamos, cortamos o cordão umbilical e, na outra sala, retiramos o tumor. A mãe, graças a Deus, ficou muito bem", comentou a presidente sobre o parto.

Entenda o caso

A mãe do bebê, a dentista Vanessa Barbosa Furtado, de 39 anos, descobriu a gestação após 10 anos do primeiro filho. Tudo foi planejado por ela e o marido e logo começaram as consultas do pré-natal, em Figueirão, na região norte do estado.

No 6° mês, a notícia que a deixou apavorada: um tumor na cabeça do bebê. Com diagnóstico em mãos, a família foi para Campo Grande e teve o parto. A mãe comentou, na época da internação, que considerou o procedimento surpreendente e só queria amamentar e levar o bebê pra casa.

Equipe médica em MS na sala do centro cirúrgico do HRMS com gestante de 33 semanas — Foto: HRMS/Divulgação

Na ocasião, o médico teria explicado das possibilidades do tumor "desaparecer, estabilizar ou aumentar". "Na outra consulta ele já tinha evoluído e dobrado de tamanho. Já em Campo Grande, os profissionais todos que conversei diziam que era algo raro e era só procurar na internet pra entender que poucos sobrevivem ou tem um desfecho igual teve no meu caso. Mas, graças a Deus, deu tudo certo", comentou.

No decorrer dos meses, Vanessa fala que passou por clínicas particulares e soube que o bebê precisaria de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Em seguida, com 32 semanas, a bolsa rompeu e eu fui para o HR [Hospital Regional]. Dei entrada no dia 7 de dezembro de 2019, levando todos os exames que já tinha feito. Eles analisaram o caso e teve esse sucesso. Agora, o José apenas vai precisar de acompanhamento mensal pelo ambulatório. Ele ainda está se alimentando pela sonda e eu aguardo ansiosa pela amamentação", falou a mãe durante o período que o bebê estava internado.

Com o diagnóstico em mãos, a equipe passou a estudar o caso com informações de artigos científicos, além da experiência dos profissionais, que ainda fizeram simulações teóricas. Participaram: médicos, cirurgiões, enfermeiros, anestesistas, obstetras, pediatras com especialidade na cabeça e pescoço, além de intensivista neonatal, técnicos e até fisioterapeutas.

Houve então a definição do melhor tratamento, a remoção cirúrgica do tumor. Neste procedimento, o bebê foi retirado do ventre por meio da cesariana e depois foi entubado. Em seguida, ele foi levado para outra sala do centro cirúrgico e lá houve a retirada do tumor, enquanto a mãe também passava pela conclusão do parto.

FONTE: G1

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