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Agente penitenciário preso por abuso também ofertou cocaína para menina de 13 anos

Foto Ilustração

O agente penitenciário, de 39 anos, preso por suspeita de abuso sexual, também teria oferecido cocaína para adolescente de 13 anos, em Campo Grande. No inquérito policial, onde 7 pessoas já prestaram depoimento, consta a vítima falando da droga e também a confirmação dos policiais militares, que foram ao local e confirmaram ter visto o ilícito em cima de uma mesa.

Questionado sobre os fatos, o agente negou e disse que a menina "era só uma conhecida da esposa, a qual ele não teve nenhum tipo de relacionamento e também não ofereceu bebida alcoólica.

A mulher dele, uma técnica de enfermagem de 25 anos, também prestou depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca). A suspeita falou que "era só amizade" que tinha com a garota.

"O indiciamento já ocorreu e aguardamos o resultado de objetos que foram encaminhados para perícia, como um aparelho celular, um notebook e uma garrafa de bebida alcoólica que estava no imóvel", afirmou ao G1 a delegada Anne Karine Trevisan, responsável pelas investigações.

O agente deve responder pelo artigo 217 A do Código Penal, que se refere estupro de vulnerável, já que, conforme as investigações e o relato da vítima, ele teria passado a mão no corpo dela, além do artigo 147 referente a ameaça e também pelo fornecimento de bebida alcoólica e ilícitos, crime previsto no Estatuto da Criança e o Adolescente (ECA).

Entenda o caso
O agente penitenciário federal passou por audiência de custódia no dia 24 de janeiro deste ano e permaneceu preso. A mulher dele, que também é suspeita dos crimes, teve fiança arbitrada em R$ 2 mil. Ela já pagou e vai responder em liberdade.

Durante os trâmites, o advogado do agente pediu a liberdade provisório, sob fiança sugerida em R$ 3 mil. Na decisão, o magistrado ressaltou que os fatos envolvem "possível utilização de entorpecentes, sendo que o acusado já responde no Juizado Especial Criminal, pela infração de porte de cocaína".

O casal foi preso no dia anterior, na casa deles, no bairro Caiçara, região oeste de Campo Grande. A vítima estava acompanhada da irmã, de 9 anos, sendo que conheceu a mulher pela internet e pediu autorização da mãe para ir ao bairro vizinho.

Ao chegar no local, o casal as recebeu. Conforme a mãe das vítimas, que já prestou depoimento na delegacia, a adolescente, 40 minutos após chegar na casa, mandou outra mensagem para a mãe.

"Ela disse: vou falar a verdade, mãe. Eu vim na casa de uma 'amiga nova'. Fiquei preocupada e comecei a mandá-la voltar pra casa, além de pedir o endereço e ligar pra polícia. Ela disse então para desligar o celular, mandou fotos da irmã dela em uma piscina e me bloqueou em seguida. Foi aí que eu percebi que não era ela mais. Após um tempo, o casal deixou a minha menina mais nova aqui perto, umas quatro quadras, e foi embora em seguida", contou.

Quando a criança chegou em casa, contou para a mãe que a irmã estava na casa com o casal "bebendo". Ela então avisou a todos os parentes. Neste momento, ainda conforme o relato da mãe, os suspeitos pediram para a adolescente "chamar umas amiguinhas". Logo depois, ela teria mandado mensagem para uma outra garota, a convidando para ir até a casa.

"Estava todo mundo procurando por ela e, quando ela mandou mensagem para esta coleguinha, a tia dela viu porque estava a procurando. Foi quando ela falou pra pedir a localização e chegamos até o endereço. Nós vimos o casal, mas, eles conseguiram fugir e eu encontrei a minha filha mais velha alcoolizada e apenas de calcinha e sutiã", comentou.

A polícia passou a fazer rondas e, durante a madrugada, conseguiu prender o casal. Eles foram encaminhados primeiro para o Centro Especializado de Polícia (Cepol) e depois para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

FONTE: G1

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