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Após ter perna presa, idosa é arrastada por ônibus do transporte coletivo

A vítima procurou a polícia nesta segunda-feira (Foto: Clayton Neves)

Uma idosa de 64 anos procurou a polícia nesta segunda-feira (27) para denunciar um acidente dentro do terminal Júlio de Castilho, em Campo Grande. Antônia Paula de Oliveira foi arrastada pelo pé depois de ficar presa na porta de um ônibus da linha 073 – Nova Bahia/ Júlia de Castilho.





O acidente aconteceu no dia 16 de maio, dentro do terminal Júlio de Castilho. Antônia contou antes de entrar no ônibus, da linha 073 – Nova Bahia/ Júlia de Castilho, percebeu que o motorista brigava com um vendedor de bala e que a porta do coletivo foi aberta justamente para o rapaz descer.

Nesse momento, ela aproveitou para entrar no ônibus, mas o vendedor também fez menção de voltar para o coletivo e o motorista fechou à porta rapidamente, sem notar que ela já havia subido um dos degraus. Com isso, ela ficou com a perna presa.





O motorista arrancou e arrastou a idosa por alguns metros ainda dentro do terminal. Desesperados, os passageiros avisaram sobre o acidente e só assim, o motorista parou. Antônia foi socorrida por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário.

Com o tornozelo trincado e torcido, ela precisou usar tala até esta segunda-feira (27), quando passou por nova avaliação médica no Centro de Especialidades Médicas e precisou engessar a perna. Sem qualquer tipo de apoio, a família resolveu procurar a 2ª Delegacia de Polícia Civil para registrar o caso.





“Nenhuma assistência foi dada. Nem íamos registrar o boletim de ocorrência, mas procurei o Consórcio Guaicurus e ninguém fez nada”, contou Durval Alves de Oliveira, de 44 anos, filho de Antônia.

Abalada por lembrar do acidente, a idosa conta que desde então sua vida mudou completamente. “Não tinha ninguém para me acompanhar, uma pessoa que estava no ônibus que se solidarizou. Ninguém falou nada também, nem desculpas o motorista pediu. Um fiscal falou que ia ver como eu estava, mas não foi também”, contou chorando.





Agora Antônia usa um andador emprestado para conseguir se locomover, mas ainda não pode sair sozinha ou voltar à rotina normal. “Minha mãe precisa de cuidados especiais agora. Tenho que dar banho, levar ela para os lugares e ela era muito ativa, ia sempre para a igreja”, contou o filho.
A idosa deve permanecer com a perna engessada por pelo menos 20 dias, quando deve passar por mais uma nova avaliação médica.





O Campo Grande News entrou em contato com o Consórcio que a princípio informou não ter sido notificado sobre o acidente. Na Polícia Civil o caso foi registrado como lesão corporal culposo – quando não há intenção. (Colaborou Liniker Ribeiro)



Fonte: Campo Grande News

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