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Acusada de matar vendedor recorre ao STF e tenta liberdade pela 4ª vez

Foto JP News

Pela quarta vez, a cabeleireira Joice Espíndola da Silva, de 35 anos, acusada de matar um vendedor de tijolos a facada, recorre à Justiça em busca de liberdade. Na segunda-feira (20), completa um ano que o homicídio ocorreu durante uma discussão com Camilo de Freitas da Silva, no bairro Vila Nova, zona Norte de Três Lagoas. A defesa da acusada protocolou o pedido de liminar, em recurso de Habeas Corpus, no Supremo Tribunal Federal (STF).





De acordo com o JP News, as outras três tentativas ao longo desse período foram indeferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMS), que mantiveram uma sentença de primeira instância. O juiz da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, Rodrigo Pedrini, determinou que ela enfrentasse júri popular pelo crime. A data do julgamento não foi marcada.

Os advogados da cabeleireira, ainda segundo o site local, contestam a prisão e alegam que é primária. No recurso, argumentam que 28 ações penais foram julgadas pela 1ª Vara Criminal, no ano passado, e em 16 delas, os réus responderam ao processo em liberdade. A defesa citou ainda dois casos levados a júri popular. Um deles envolve integrantes de uma facção criminosa acusados de matar um policial militar aposentado.





Também de uma mulher acusada de assassinar o marido a golpes de canivete, em 2018. Ela confessou o crime e aguarda pelo julgamento em liberdade. "Nesse raciocínio, se afirma com fundamento na lista dos processos criminais da cidade, que o critério para manter com a liberdade segregada; para que essa ou aquela pessoa responda a ação penal em liberdade, fere sem dó o senso crítico comum. O critério até hoje adotado por meio do princípio do livre convencimento não encontra respaldo na lei", consta trecho da ação.


A cabeleireira Joice Espíndola aguarda pelo julgamento no presídio feminino de Três Lagoas. Em entrevista exclusiva à reportagem, dentro da unidade prisional, ela afirma que não tinha intenção de matar Camilo, na época com 28 anos. Ele era casado com Larissa Laís de Souza Fontoura, de 24 anos. O casal teve uma filha, hoje, com três anos de idade.





A viúva alega que tem sofrido retaliações e ofensas em redes sociais após a morte de Camilo. Principalmente por ter protocolado no Fórum da cidade um pedido de indenização contra a cabeleireira, o marido e dois filhos dela, no valor de R$ 1 milhão pela morte do marido, com quem foi casada por cinco anos.

Os três filhos de Joice, de 18, 16 e 11 anos, estavam com ela no momento do crime. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o adolescente teria segurado a vítima para a cabeleireira aplicar o golpe de faca. Nenhum dos filhos aparece no processo criminal como responsáveis pela morte.





Larissa registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia da Polícia Civil pelos crimes de injúria e difamação contra os ataques nas redes sociais. A investigação corre em segredo de justiça. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a viúva, mas ela prefere não comentar sobre o assunto.

Fonte: Folha de Dourados

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