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Na guerra das facções, tática agora é dedurar ações dos rivais para a polícia

Droga apreendida em fevereiro pela PF em Três Lagoas, depois de denúncia anônima: a segunda maior já realizada pela policia (Foto/Arquivo: Divulgação)

A sabotagem entre facções rivais tem contribuído para o aumento de apreensões de drogas em Mato Grosso do Sul. A região é centro de disputa dos traficantes pelo controle das drogas provenientes da Bolívia e Paraguai.





“Isso existe”, disse o major J. Roberto do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) em entrevista ao UOL. “Um traficante usa uma denúncia para atrapalhar o negócio do rival ou até para elevar o preço de sua mercadoria. Com droga apreendida, quem tem disponível pode cobrar mais".

Um exemplo citado na reportagem é a denúncia anônima recebida pela PF (Polícia Federal) em Três Lagoas que apontou a existência de depósito que serviria de entreposto. No local, os policiais encontraram 954 quilos de cocaína, a segunda maior apreensão feita pela PF. A maior foi em 2015: 1,5 tonelada.

Conforme reportagem do UOL, essa "guerra de denúncias" acaba colaborando com o trabalho das forças de segurança. Enquanto as facções delatam uma a outra, só a PF e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) já apreenderam 2,1 toneladas de cocaína neste ano. A quantidade é mais da metade das quase 3,9 toneladas apreendidas pelos mesmos órgãos durante todo ano passado.





O conflito entre facções também força ação rápida dos traficantes. "Quando existe um conflito, as facções têm que se movimentar mais. Às vezes, sem tanto planejamento", explicou J. Roberto, do DOF. "Isso tende a aumentar as apreensões pelas forças de segurança."

Produção - Para o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF no Mato Grosso do Sul, delegado Lucas Vilela, o crescimento na produção de cocaína no Peru, Bolívia e Colômbia colaborou com o aumento nas apreensões no estado.





O delegado disse ainda que as apreensões não são o objetivo final da PF. "Elas servem para descapitalizar o grande traficante", disse. "Mas não queremos prender só quem está com a droga. Queremos chegar naquele que não coloca a mão na droga, mas lucra com o tráfico."
O promotor do Paraguai, Hugo Volpe, disse que a situação se tornou mais crítica desde a prisão de Sérgio Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, no dia 5 de fevereiro. A disputa pelo controle do tráfico está movimentando as facções.


Fonte: Campo Grande News

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